Assim que pus os pés em Salvador, senti uma baforada quente de 35 graus. Liguei para a Maria Cláudia, que estava no bem-bom de um clube e combinamos de nos ver à noite. Confesso a vocês, amigos, que eu estava bem ansiosa. Quase 20 anos sem ver aquela que foi minha amiga inseparável durante os anos do colegial. Enquanto aguardávamos o ônibus que nos levaria até o nosso hotel, ficamos bisbilhotando uma barraquinha de acarajé. O Roberto pediu um bolinho de estudante, um quitute feito de mandioca, que mais tarde saberíamos pela Cláudia que é conhecido por lá como punheta. Não entra na minha cabeça alguém chegando para a balconista e pedindo uma punheta.
O hotel ficava bem perto do Pelourinho e, apesar de antigo para caramba (até com um certo ar decadente), tinha uma vista privilegiada, nos fundos, para o elevador Lacerda e toda a encosta do mar.Quando eu desci para o hall do hotel para finalmente ver a Cláudia, confesso que estava para lá de emocionada. Mas pegaria meio mal fazer uma cena em frente do marido e do filhinho dela (aliás, a Biló me disse que, se tivesse sido uma menina, iria se chamar Giovanna. Como foi um menino, colocou Giovanni). A verdade, amigos, é que eu segurei para não chorar. Aí dei aquela segurada no diafragma (aulas de yoga servem para isso tb, ora bolas) , respirei fundo e sorri um sorriso meio ensaiado: "oláaaaaa....!!!"O marido dela é muito simpático, falante, sabe muito da história local. O Filho, de olhos muito claros, tem o sotaque baiano, o que o deixa muito charmosinho e cheio de bossa . Ela nos contou "causos" da sua longa estada em Salvador (10 anos) e de que ainda não se acostumou a "viver no estrangeiro". Ela está ótima, muito bonita, com os cabelos bem escuros, o que realça ainda mais seus olhos azuis-bola-de-gude. Também a achei expansiva, risonha, cheia de si. Fiquei muito feliz por encontrá-la assim. Impossível não lembrar dela naquela época falando incessantemente do Charlie (o do Menudo, lembram?). Eita...Depois do jantar, ainda prolongamos o passeio, tomando sorvete. Muito bom ambos: o sorvete e o momento.Na despedida, a gente deu um super abração forte: um abraço de esperança para que nos vejamos em breve, e não daqui a 20 anos.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
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