sexta-feira, 9 de abril de 2010
Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios
Se você quer ser arrebatado por fortes emoções numa leitura de verão, recomendo que leiam "Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios", do Marçal Aquino. Para vocês terem uma idéia, quando acabei de ler o livro (eu estava numa praia), fiquei tão atordoada pelo arrebatamento das personagens, pela narrativa intensa e ágil, pela história de amor descabelada, pelo desfecho completamente paralisante, que caí no choro de emoção. Pode ser exagero, você deve pensar, mas o livro é maravilhoso, e tocante. O amigo que me deu de presente, o Carlos Magno, descreveu o final apoteótico do livro como "um pós-guerra esperançoso". E eu reitero suas palavras. Imperdível. O Marçal Aquino é um puta escritor! Depois desse vai ser difícil encarar "a cabana", de William P. Young, que ganhei no final do ano e estou enrolando para ler. Já coloquei na frente "Tia Júlia e o Escrevinhador" e Pornopopéia" (Vargas Lhosa e Reinaldo Moraes, respectivamente). Mas eu preciso ler até para poder falar mal depois. Ops, explico, amigos: eu tenho muito pé atrás com livros de auto-ajuda. Confesso que fico na angústia para começar um livro como esse, que apresenta 2 quesitos que geralmente me levam a ficar longe de alguns exemplares: figurar na lista dos mais vendidos e ser do gênero de auto-ajuda. E para corroborar com essa minha crença , ainda vi no site "observatório da Imprensa" uma matéria feita pelo jornal Folha de São Paulo sobre esse filão. Em um certo trecho, o próprio Lair Ribeiro (autor de vários livros do gênero) diz que existem muitos aventureiros nesse mercado editorial, e completa:" para ser engenheiro, precisa ter cursado engenharia. Para ser médico, precisa ter feito medicina. Para escrever livro de auto-ajuda, não precisa de nada. Só uma editora". E o que não dizer então sobre a "pérola" comentada na matéria, sobre os tipos de dietas propagados por alguns desse livros, como a dieta de Jesus, em que a pessoa só come os alimentos citados na Bíblia? Claro, caros amigos, que não devemos generalizar nada, que a generalização é sempre perigosa. Mas dá para entender o meu aperreio, não? Arre, égua...
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